Evocou-se a 4 de Dezembro 2010, dia das posses nicolinas, na sede da Junta de Freguesia, o denominado Dízimo de Urgezes, uma velha tradição vimaranense, inserida nas Festas Nicolinas. A efeméride, na qual esteve presente a Comissão de Festas das Nicolinas, pretendeu recordar, ao som das caixas e dos bombos e toque das posses, essa velha usança das primeiras posses, que uma vez mais foi complementado com a declamação do denominado “Auto do Dízimo de Urgezes”(clique para abrir), um texto em quadras e tom satírico, que criticamente abordou os principais temas e problemas locais e nacionais, à laia das velhas posses de treta e posses provocatórias dos tempos idos. De facto, o dízimo ou renda de Urgezes, restaurado pela Junta de Freguesia presidida por Manuel Nunes, por sugestão do nicolino-mor Helder Rocha e aprovado por unanimidade na sessão da Assembleia de Freguesia de 30 de Outubro de 1999, remonta e é referido num assento datado de 1717, no qual se expressa claramente que “o rendeiro de Urgezes satisfará aos Estudantes do Senhor S. Nicolau, pelo seu dia, a porção a que é obrigado com toda a boa satisfação, como é uso e costume e foi sempre”. Hoje, o dízimo passa pela atribuição de uma verba monetária e géneros costumeiros, como manda e sói a tradição. Reviver estas tradições foi pois o propósito da Junta de Freguesia de Urgezes, que desta feita substitui o Cabido da Colegida nesta nobre e vetusta tradição vimaranense. Dado que em Urgezes a tradição ainda é o que era, tal data foi igualmente assinalada a 4 de Dezembro de 2010. |